O ministro do STF Alexandre de Moraes decidirá neste mês se o ex-presidente Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar com restrições políticas. O benefício temporário de 90 dias vence no dia 25 de junho, conforme autorizado em 24 de março. A decisão pode exigir nova perícia médica oficial.
A medida impôs cautela severa: tornozeleira eletrônica, proibição de celulares e redes sociais, restrição de visitas a familiares, médicos e advogados, e impossibilidade de gravação de vídeos. Moraes pode prorrogar o regime para evitar atuação política antes das eleições.
Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Antes da domiciliária, estava no 19º Batalhão da PM, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A transferência para a residência particular ocorreu por razões médicas.
Situação atual
Relatórios médicos semanais indicam piora das crises de soluço crônico e necessidade de doses adicionais de medicamentos, atingindo o limite terapêutico. O ex-presidente, de 71 anos, também passou por cirurgia no ombro e trata um quadro de broncopneumonia aspirativa.
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