Na sexta-feira (12), Sikêra Júnior anunciou ao vivo seu afastamento da TV A Crítica para disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo. A candidatura foi apresentada como proposta pelo governador do estado, Tarcísio de Freitas. Quatro dias antes, José Luiz Datena pediu rescisão de contrato com a TV Brasil, abrindo caminho para concorrer à Câmara.
O objetivo de ambos é ocupar uma vaga no Congresso Nacional, no maior colégio eleitoral do país. Datena já era conhecido pelo jornalismo policial e acumula experiência de televisão aberta. Sikêra amplia o alcance nacional ao entrar no cenário político.
Outros nomes do jornalismo e do entretenimento também miram as eleições de outubro, como Silvia Abravanel, Gracyanne Barbosa e Rico Melquiades. A movimentação indica uma tendência de migrar da televisão para a política, em busca de ampliação de influência.
Mudanças no cenário midiático explicam a migração
O esvaziamento da televisão tradicional é apontado como parte do contexto. A ascensão das redes sociais cria plataformas com alcance imediato e audiência direta, reduzindo a dependência de emissoras abertas.
Além da visibilidade, políticos em mandato podem acessar emendas orçamentárias e influenciar decisões em ministérios. Em tempos de fragilidade de condições financeiras da TV, a política surge como alternativa com potencial de retorno institucional.
O caminho para Brasília já inspira exemplos de sucesso, como Celso Russomanno, que encerra seu sétimo mandato na Câmara. A trajetória de apresentadores consolida a percepção de que o cenário político oferece novas possibilidades de poder e agenda pública.
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