Eduardo Bolsonaro enfrenta julgamento marcado para esta terça-feira (16), acusado de coação no curso do processo ligado às investigações do 8 de Janeiro. O exame jurídico ocorre em meio a críticas do ex-parlamentar à atuação do STF.
A defesa de Eduardo é feita pela DPU, sem indicação de advogados privados pelo parlamentar. Ele sustenta que as acusações contra ele configuram uma retaliação da Suprema Corte.
O ex-deputado pediu, publicamente, a intervenção de autoridades dos EUA, incluindo o presidente Donald Trump, para restabelecer sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. A alegação envolve uma suposta interferência ilícita em políticas brasileiras.
Articulação com os EUA e desdobramentos
A investigação aponta que Eduardo teria articulado com a equipe de Trump para promover tarifas sobre produtos brasileiros e suspender vistos de membros do governo e de magistrados do STF. Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
A partir de novembro do ano passado, o STF aceitou, por unanimidade, a denúncia encaminhada pela PGR no inquérito sobre a atuação de Eduardo junto ao governo americano. O foco é apurar eventual cooperação para atuar contra decisões judiciais no Brasil.
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