Uma investigação interna na Câmara dos Deputados ordenou o escrutínio das atividades de 89 servidores, entre eles seis assessores do presidente Hugo Motta. A ação foi conduzida pela Copedi com suporte da Diretoria de Tecnologia da Casa.
Os dados extraídos envolvem registros de acesso, horários e ações dentro do sistema da Câmara. Também foram consultados os históricos de quatro servidores, incluindo o secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Jr., e a secretária-geral-adjunta, Christiane Satiê Moritsugu Bisinoto.
A apuração teve início em 21 de maio, após solicitação da Copedi para mapear quem tinha acessado o processo interno sobre a viagem do diretor-geral Guilherme Brandão a Lisboa, que acabou não ocorrendo.
Contexto da apuração
A coleta de informações visa identificar origem de vazamento de informações à imprensa sobre diárias de viagem não realizada. O processo resultou em um PAD contra um servidor por acessos a processos de concessão de horas extras do diretor-geral.
O diretor Guilherme Brandão recebeu valores expressivos em horas extras, com registros de R$ 22,9 mil em março e até R$ 157,8 mil no ano anterior, conforme apurado pela apuração. Outros membros da cúpula também aparecem em dados de pagamento.
Desdobramentos e posição da Câmara
A Câmara afirmou que apurações são dever da administração e não indicam, por si, investigação de todos os citados. A nota oficial ressalta que a consulta a dados de Motta não implica investigação sobre todos os assessores.
Segundo a Casa, os registros são registros de segurança e podem ser auditados. A Câmara também informou que o PAD instaurado por reportagens sobre suposto pagamento irregular de horas extras foi arquivado, diante da ausência de indícios.
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