A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) ganha dimensão maior por ocorrer em ano eleitoral. Em entrevista ao Valor Econômico, ela disse não ter conhecimento da gravidade e criticou a condução federal nas negociações de reestruturação.
Segundo Celina, o governo do DF enfrentou dificuldades para avançar nas tratativas e só conseguiu destravar parte das negociações após recorrer à Justiça.
Distanciamento político e aliados
A chefe do Executivo afirmou manter distância de Ibaneis Rocha ( MDB ) e de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, preso na investigação. Celina disse já estar rompida com Costa antes da crise, citando que ele tinha pretensões de disputar o governo do DF.
Recuperação de recursos e desdobramentos
Ela informou que busca recuperar parte dos valores que teriam sido desviados. As negociações em torno de uma delação premiada de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, podem contribuir para esse objetivo. Também mencionou a possibilidade de venda de ações do BRB vinculadas a Vorcaro, atualmente bloqueadas por decisão judicial.
Impacto potencial da liquidação
Celina Leão alertou que a liquidação do BRB traria consequências para além do Distrito Federal. O FGC enfrentaria prejuízos bilionários, e instituições de menor porte poderiam sofrer impactos relevantes.
Ajustes fiscais em curso
A governadora ressaltou a continuidade de medidas de ajuste fiscal até dezembro, visando manter o equilíbrio das contas públicas do DF enquanto as investigações sobre o BRB e o Banco Master seguem.
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