Duas parlamentares americanas apresentaram um projeto de lei para barrar a circulação de veículos ligados a fabricantes chinesas nos Estados Unidos, incluindo carros de turistas vindos do México e do Canadá. A proposta foi anunciada na Conferência de Política de Mackinac, no mês passado. O objetivo é impedir a entrada de veículos conectados à China.
Segundo o texto, a restrição vale para veículos com participação de pelo menos 15% de uma empresa chinesa. A ideia é evitar subsídios que permitiriam preços menores e a ampliação de mercado. A legislação cita casos de marcas com investimento externo como exemplos de risco à segurança nacional.
A proposta não exclui exceções. Há previsão de autorização específica para veículos de fabricantes chineses entrarem no país, desde que cumpram condições rigorosas, com transparência e supervisão do Congresso. A medida também transforma o tema em pauta de segurança nacional.
Contexto regulatório e impactos
Desde 2025, há regras criadas durante a gestão Biden que proíbem venda e importação de hardware e software de veículos conectados vindos da China e da Rússia, o que já afetou a Volvo. Em maio, a Volvo recebeu permissão especial para manter atividades nos EUA, após negociação com autoridades.
A Volvo mantém fábrica nos EUA desde 2017, em Charleston, Carolina do Sul, onde montam o EX90 e o Polestar 3. A planta recebeu investimentos superiores a US$ 1,3 bilhão e emprega cerca de 2.000 pessoas. O caso influencia também a estratégia de montadoras com participação chinesa.
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