O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad criticou, nesta segunda-feira, 15 de março de 2026, a defensiva do governo de Tarcísio de Freitas quanto ao sigilo de 100 anos de aditivos de contratos. A fala ocorreu durante um painel do Fórum Rumos do Brasil, organizado pela revista Veja, em Brasília. Haddad argumentou que esse sigilo impede a transparência sobre modificações contratuais da linha 6 do metrô de São Paulo e sobre o andamento das privatizações.
Ele destacou que houve pagamento adicional para adiantar entregas da linha 6, obra já contratada e licitada por gestões anteriores. Segundo o ex-ministro, a prática visa a mostrar resultados, mesmo que não haja visibilidade sobre os termos dos aditivos. Haddad pediu maior clareza sobre o que está em jogo nesses contratos.
Durante o discurso, Haddad também criticou a condução da agenda de privatizações pelo governo atual. Ele citou a privatização da Sabesp, afirmando ter havido mudanças que teriam poupado investimentos e atraído menos interessados. Em relação à infraestrutura, o ex-ministro afirmou que, quando o atual opositor foi ministro da Infraestrutura, houve menos concessões entregues, com a necessidade de revisões contratuais.
Haddad também comparou a atuação atual com a de governos anteriores, destacando dados sobre concessões e investimentos. Ele ressaltou, ainda, que a inflação acumulada manteve trajetória mais baixa sob sua gestão à Fazenda, mesmo diante de choques externos e guerras. O discurso seguiu sob o viés de enfatizar transparência e responsabilidade fiscal.
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