O Ministério Público do Paraná, em parceria com a Secretaria da Segurança Pública, deflagrou nesta segunda-feira (15) uma megaoperação contra uma suposta organização criminosa de alcance nacional. A ação, batizada de Panóptico, ocorre sob coordenação do Gaeco e envolve autoridades de outros estados.
A operação envolve cerca de mil policiais e cumpre 304 mandados judiciais, com 255 de busca e apreensão. Do total, 176 ordens são contra pessoas presas ou já com julgamento em andamento, e 128 mandados contra investigados em liberdade já contam com 97 cumpridos até as 11h.
Em Cambé, região metropolitana de Londrina, houve troca de tiros em ao menos duas abordagens. Um policial ficou ferido, sem risco de morte, segundo o MPPR. Dois suspeitos, um deles com mandados em aberto, foram mortos em Cambé e Nova Londrina após reagirem à ação policial.
Ao menos dois suspeitos da facção criminosa teriam sido mortos durante a operação, em Cambé e Nova Londrina, após reagirem. Um deles possuía mandados por tráfico e roubo ligado ao tráfico; o outro era apontado como integrante do PCC.
O objetivo da operação é responsabilizar o maior número de integrantes, enfraquecer a atuação da facção e reunir provas para elucidar crimes associados. As prisões visam impedir a continuidade das atividades criminosas, segundo o MPPR.
A Secretaria da Segurança Pública informou que 204 equipes das polícias Militar, Civil, Penal e Científica atuaram para desarticular a organização, interromper atividades ilícitas e ampliar a coleta de provas de novos crimes atribuídos ao grupo.
Nome e alcance da operação
O termo Panóptico remete a um conceito francês que designa vigilância constante. A operação teve desdobramentos em 34 municípios do Paraná, com cumprimentos também em Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).
Ao todo, as ações estão concentradas, principalmente no Paraná, onde a maioria das ordens foi executada. Os nomes dos alvos não foram confirmados pelas autoridades. A investigação continua em curso.
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