Belo Horizonte – O PT de Minas Gerais ainda não definiu um candidato ao governo estadual. A leitura interna é de que uma candidatura própria continua improvável sem o apoio de Cleitinho Azevedo, senador do Republicanos, e que sua desistência deixaria espaço para nomes internos organism. A avaliação é de que, com Cleitinho na disputa, o cenário para o PT fica mais difícil, mesmo com apoio presidencial.
A leitura entre integrantes do partido é de que o desempenho de candidatos já lançados não tem empolgado as bases. Mateus Simões e Kalil não decolaram, segundo fontes petistas, o que aumenta a percepção de que apenas uma intervenção direta de Lula poderia alterar o equilíbrio, algo visto como improvável no momento.
Se Cleitinho não disputar, a tendência é favorecer candidaturas de outras bancadas, inclusive de nomes do próprio Republicanos ou de certos setores da direita. Com Cleitinho, há a avaliação de que a liderança dele consolidaria o favoritismo do cenário, dificultando a construção de uma chapa competitiva para o PT.
Cenários no PT
Com Marília Campos relutando em abandonar a disputa pelo Senado, o PT mineiro trabalha três opções. Deputados Rogério Correia e Reginaldo Lopes aparecem entre as alternativas, mas há dúvida sobre a viabilidade de abrir mão de cadeiras ou posições futuras para apostar no governo.
A ex-reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida, aparece como uma das possibilidades que agradam a parte da militância. A avaliação é de que a gestão universitária pode evitar ataques por falta de experiência eleitoral, reforçando a imagem técnica.
No radar interno, o PT mineiro também aponta como favorito para receber o apoio o pré-candidato do MDB ao governo, Gabriel Azevedo, caso o cenário se construa a partir de alianças estratégicas entre legendas de centro e centro-esquerda.
Observações externas
Romeu Zema (Novo) afirmou, em evento em São Paulo, que teria contribuído para a perda de força do PT em Minas. Segundo ele, o PT “praticamente não existe mais” no estado e não disputou as eleições de 2022 nem disputará neste ano. A fala marca a percepção de desgaste histórico do partido no estado, embora militantes reconheçam força em eleições legislativas.
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