A equipe da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), trabalha sob a expectativa de que Lula não vá ao estado no 1º turno. A leitura interna é de que houve entendimento entre o presidente e Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, que era visto como padrinho de Raquel no governo federal. João Campos (PSB), pré-candidato ao governo, também figura como peça central nessa relação.
Apostando na aliança com o PT, Raquel e Campos buscaram sinalizações de apoio direto de Lula. A nota interna aponta uma estratégia de manter o foco local, sem confirmar publicamente apoio à reeleição do presidente. O PT, por sua vez, sustenta que Lula tem apenas um palanque em Pernambuco.
Defesa de posicionamento e desdobramentos
Entidades do PT destacaram que a coordenação da campanha de Lula trabalha com a orientação de um único palanque em Pernambuco. Em resposta, Campos manteve contato com dirigentes do partido para esclarecimentos sobre a eventual presença de Lula em atos no estado.
Na prática, cresce a expectativa de que Lula possa gravar um vídeo de apoio a Campos, conforme conversas entre equipes. A confirmação formal depende de próximos acordos entre as legendas e da agenda do presidente.
Chapa de Raquel
A composição da chapa de Raquel Lyra para o Senado ainda não está definida e deverá ocorrer durante as convenções, a partir de 20 de julho. A tendência é confirmar Túlio Gadêlha (PSD-PE) como um dos candidatos, em chapa com Raquel.
A outra vaga da federação União Progressista pode ser ocupada por Miguel Coelho (União Brasil-PE) ou Eduardo da Fonte (PP-PE). Ambos estão pré-candidatos a senador e integram o leque de opções do grupamento de Raquel.
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