Ricardo Salles afirma que não houve ruptura com Bolsonaro nem com o bolsonarismo, e explica que deixou o PL por discordâncias com o que caracteriza como o “DNA do centrão”, segundo ele representado pelo presidente do partido Valdemar Costa Neto. A declaração foi dada ao Bastidores CNN nesta segunda-feira (15).
O deputado do Novo sustenta que o centrão busca se apropriar da direita para crescer eleitoralmente, citando casos como esquema de bets, INSS e Banco Master como exemplos. Ele afirma que, apesar de bolsonaristas figurarem entre os mais votados no PL, o comando real seria dos chamados “valdemaristas”.
Salles diz ter observado, durante a campanha pela Prefeitura de São Paulo, que candidatos sem ligação com Costa Neto não teriam espaço para disputar majoritários dentro do PL. Segundo ele, registrou entre 18% e 19% nas pesquisas para a prefeitura, próximo de Ricardo Nunes, mas o apoio da direção ficou com o então candidato à reeleição.
Migração para o Partido Novo
O deputado explica que migrou para o Novo com a expectativa de disputar o Senado ou, se possível, o governo de São Paulo, em caso de candidatura de Tarcísio de Freitas à Presidência. Ele afirma que o Novo seria uma legenda com valores mais alinhados às suas convicções.
Salles também critica a proximidade de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, mencionando uma visita após a prisão domiciliar do ex-banqueiro. O parlamentar diz que a relação é inadmissível e ressalta que Flávio perde respaldo com esse tipo de contato.
Ainda assim, o deputado admite que prefere a candidatura de Flávio Bolsonaro à de Lula, argumentando que o time responsável pela economia em uma eventual chapa de Flávio seria melhor do que o do atual governo. Ele, no entanto, rejeita a promiscuidade política que cita como problemática.
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