O STF negou todos os 589 pedidos de suspeição e impedimento apresentados contra seus ministros desde 2000, segundo levantamento da Coluna do Estadão. A defesa de Flávio Bolsonaro protocolou, na semana passada, pedido de suspeição do ministro Alexandre de Moraes no caso Master.
A solicitação envolve o senador pelo Rio de Janeiro (PL) e ações ligadas ao caso Master, com foco em Moraes. Os advogados apontam suposta relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, citando mensagens trocadas em 17 de novembro de 2025, dia da prisão de Vorcaro.
Os documentos citam ainda um contrato entre o Master e o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo o material, Vorcaro foi preso em Guarulhos ao tentar deixar o país em jato com destino a Dubai, após troca de mensagens com Moraes. Os advogados destacam a existência de um histórico de vínculos formais entre as partes envolvidas.
Contexto
No dia 1º de junho, Flávio Bolsonaro solicitou que petições dirigidas a Moraes fossem remetidas ao relator do caso Master, André Mendonça. A defesa sustenta que houve interferência de Moraes ao pedir parecer da Procuradoria-Geral da República sobre a inclusão de Flávio no inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro.
As informações, segundo a reportagem, resultam de mensagens obtidas pela coluna a partir de materiais disponibilizados pela Polícia Federal à CPI do INSS. As matérias também indicam que Vorcaro relatou detalhes da suposta venda do Master e que Moraes respondeu com mensagens de visualização única.
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