O terreno cedido pela Igreja Universal para compensação urbanística relacionada ao Templo de Salomão, em São Paulo, ainda não virou Cohab. A promessa previa a construção de cerca de 1.200 moradias populares, mas as obras não começaram.
A negociação ocorreu no contexto da regularização do megatemplo, erguido entre 2010 e 2014 no Brás. O acordo determinou a cessão de uma área de 17,4 mil m² para a Cohab-SP, em troca de medidas urbanísticas. As tratativas tiveram início em 2016 e culminaram, em 2018, com o TAC que instituiu a entrega das habitações.
O terreno fica na rua Ulisses Cruz, entre 127 e 275, ao lado do Parque Belém, na zona leste. A área é classificada como Zeis, área prioritária para habitação popular. Apesar de o TAC ter sido ratificado pela prefeitura em 2024, o local permanece cercado de muros e sem obras visíveis.
Avanço regulatório e status atual
A prefeitura afirmou que a implantação das unidades depende da definição do modelo de atendimento e de procedimentos técnicos, administrativos e orçamentários, que devem ocorrer em breve. Não há previsão de data para início das obras.
A Igreja Universal sustenta ter transferido o terreno ao poder público e afirma que não há pendências sob sua responsabilidade. O Ministério Público informou, em relatório técnico apresentado no final de junho, que o documento está em análise.
O imóvel já foi hipotecado e penhorado diversas vezes e, segundo registro recente, integra uma ordem de indisponibilidade de bens. A Cohab permanece como responsável pela construção das moradias, conforme o acordo.
Mesmo sem as unidades habitacionais, o Templo de Salomão segue como referência turística da cidade, recebendo cerca de 400 mil visitantes mensais. Os cultos são gratuitos; a visita aos jardins custa R$ 25.
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