Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, disse que um contrato de R$ 129 milhões com o escritório Barci de Moraes, ligado à esposa do ministro Alexandre de Moraes, foi uma estratégia para se aproximar do magistrado. A afirmação surgiu em proposta de delação premiada apresentada pela defesa, rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR.
Segundo Vorcaro, o objetivo do contrato milionário era aproximar-se de Alexandre de Moraes, do STF. O empresário, porém, garante que o acordo era legal e que não houve benefício, favorecimento ou decisão judicial favorável obtida em troca dos pagamentos.
Detalhes financeiros do contrato
O acordo previa o pagamento de 129 milhões de reais em 36 parcelas. Dados da Receita Federal indicam que 22 parcelas foram quitadas, totalizando 80,2 milhões de reais. Os pagamentos ocorreram até o período próximo à prisão de Vorcaro e à liquidação do Banco Master, em novembro de 2025.
Provas de mensagens
A Polícia Federal localizou mensagens no celular de Vorcaro que teriam relação com o ministro, incluindo perguntas sobre bloqueios judiciais. O STF e o gabinete de Moraes negam a autoria, afirmando que os textos poderiam ter relação com outros contatos da lista do empresário.
Aspectos legais
Especialistas afirmam que apenas a intenção de aproximar-se de uma autoridade não configura crime. Para haver punição por corrupção ou prática de advocacia administrativa, é necessária a demonstração de vantagem indevida em troca de decisão. Ainda não há comprovação dessa troca.
Motivo da rejeição da delação
PF e PGR rejeitaram o acordo, apontando que as declarações pareciam buscar blindar Moraes de suspeitas. Investigadores também levantam que Vorcaro pode ter omitido informações sobre mensagens recebidas no dia da prisão.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
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