Em discurso no Plenário do Senado nesta terça-feira, 16, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) avaliou a segurança pública do Brasil e as implicações da decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O objetivo foi discutir responsabilidades nacionais frente ao tema.
Segundo Mourão, a decisão externa não decorre de paixões ou interesses pontuais, mas de objetivos estratégicos dos EUA. O senador destacou que o momento envolve compreender as circunstâncias que permitiram que as organizações criminosas nacionais sejam vistas como ameaça transnacional, não apenas reagir ao gesto americano.
Na avaliação do parlamentar, o debate no Brasil não pode se resumir a disputas políticas. Ele afirmou que, enquanto governo e oposição travam discussões, pessoas inocentes e agentes de segurança continuam morrendo e o crime organizado avança. A soberania, na leitura dele, depende do exercício efetivo da lei dentro do país.
Mourão ainda alertou contra simplificações que justifiquem soluções externas. Não haverá solução importada nem atalhos para a segurança pública; a responsabilidade é do Estado brasileiro – federal, estaduais e legislativo – e, por fim, da sociedade.
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