Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, foi condenado de forma unânime pela Primeira Turma do STF por coação, no âmbito de investigação sobre suposta articular intimidação ao Judiciário dos EUA para influenciar o julgamento de uma trama que envolve o pai dele, Jair Bolsonaro. A decisão ocorreu nesta terça-feira, 16, no STF, em Brasília, e aponta participação em tentativa de impedir o andamento de processos no Judiciário brasileiro. A pena torna Eduardo inelegível por até oito anos, conforme o entendimento do tribunal.
A condenação envolve acusações de que o ex-parlamentar tentou pressionar autoridades estrangeiras para interferir em decisões judiciais que tratavam do caso. Eduardo reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, o que também é citado como contexto da atuação investigada. A defesa pode apresentar recurso contra a decisão.
Segundo informou o STF, o objetivo do julgamento foi definir responsabilização pelo suposto esquema de intimidação. O pai dele, Jair Bolsonaro, também figura no escopo da apuração, com condenação anterior relacionada à mesma linha de atuação. Eduardo afirmou, em nota, que o devido processo legal não foi observado e que caberá recurso. A defesa sustenta que não houve citação legal válida até o momento.
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