Ex-jogadores da seleção brasileira que defenderam o país em Copas do Mundo se preparam para entrar na arena política a partir de agosto, quando começa a campanha para as eleições de outubro. Durante o Mundial de 2026, eles devem fazer atividades de proximidade com o eleitorado, apresentar propostas e relembrar os triunfos com a camisa verde e amarela.
Entre os estreantes, Edmundo e Luís Fabiano devem disputar cadeiras na Câmara dos Deputados. Edmundo atua pelo PSDB no Rio de Janeiro e tem como meta representar o estado no Congresso, com apoio de lideranças locais do partido. Luís Fabiano, filiado ao MDB em São Paulo, foi apresentado como pré-candidato a deputado federal pelo presidente do MDB, Baleia Rossi, com respaldo do prefeito paulistano Ricardo Nunes. O ex-atacante foi convocado para a Copa do Mundo de 2010 pelo técnico Dunga, marcando três gols no torneio.
Histórico político de ex-jogadores
Romário, bicampeão mundial em 1994 e hoje senador pelo PL do Rio de Janeiro, é a exemplo de maior sucesso entre atletas que migraram para a política. Romário já ocupou um cargo no Senado desde 2015 e disputa a reeleição em 2030. Bebeto, integrante da dupla de ataque da conquista de 1994, também tentou ingressar no Legislativo. Atua como deputado estadual no Rio de Janeiro, teve vínculos com o PDT e, posteriormente, com o Solidariedade e o Podemos; em 2022 ficou como suplente de deputado federal pelo PSD.
Raí, meio-campista do tetracampeonato, foi cotado pelo PT para disputar o Senado em São Paulo, porém a articulação não avançou no início deste ano. Sócrates, ícone do futebol de 1982 e 1986, teve participação política associada a movimentos de redemocratização e influências de esquerda, destacando o papel institucional que acompanhou sua carreira no esporte.
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