A Justiça Federal prorrogou por mais dois meses o afastamento cautelar do delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier. A decisão considerou o risco de novas interferências na apuração de um suposto esquema de fraudes em concursos públicos.
Além de Xavier, o agente Eudson Oliveira de Matos é alvo da mesma investigação. A 16ª Vara Federal da Paraíba acolheu o pedido do Ministério Público Federal para ampliar o afastamento, após a perícia localizar um aparelho celular na cela de Matos, na Central de Flagrantes da Polícia Civil de Alagoas.
Entenda a operação
Em 17 de março, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Xavier e Matos, suspeitos de integrarem uma organização que utilizava fotografias de questões de provas dentro dos locais de aplicação. As respostas eram repassadas por meio de fones conectados a rádios e celulares.
A operação também envolve a prática de candidatos falsos com documentos falsificados, que realizavam as provas. O grupo atuava em concursos de grande concorrência em diferentes estados brasileiros, segundo o MPF.
Segundo a denúncia, Xavier atuava no esquema em benefício de familiares, envolvendo concursos do Banco do Brasil e tentativas de fraude na Polícia Civil de Alagoas. O órgão pediu prisão preventiva, que não foi aceita, mantendo o afastamento cautelar para proteger as investigações.
O MPF afirma ainda que Xavier teria usado o cargo para obter regalias durante as provas e nas seleções de candidatos, com acesso a informações sigilosas. Não houve confirmação de defesa dos envolvidos pela CNN Brasil até o fechamento deste texto.
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