O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que Jair Bolsonaro explique a presença de uma arma de fogo registrada em seu nome apreendida com um servidor do GSI em uma blitz no Pistão Norte, em Taguatinga. A pistola foi localizada pela Polícia Militar durante a abordagem.
O armamento, uma Glock 9 mm, estava com Estácio Leite da Silva, servidor do Gabinete de Segurança Institucional. O policial informou que o motorista fechou o vidro do carro ao ser abordado e que, ao abrir a porta, recolheu a arma.
Na delegacia, o servidor afirmou trabalhar com Bolsonaro e ter levado a arma para manutenção por defeito. Moraes destacou que Bolsonaro mantinha uma arma em casa com carregador sobressalente e pediu que a defesa se manifeste de forma imediata, apresentando explicações.
Investigação e respostas judiciais
O ministro ainda determinou que o comandante do 19º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Allenson Nascimento, explique se o batalhão está vistoriando todos os veículos que entram e saem da residência de Bolsonaro, conforme orientação do STF.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por questões de saúde e está sob várias medidas cautelares. Ele foi condenado a 27 anos e três meses por golpe de Estado e outros crimes, podendo retornar à prisão caso descumpra regras.
A decisão de Moraes solicita, de forma imediata, a manifestação da defesa sobre a arma apreendida e a situação do veículo utilizado na abordagem, bem como o status do acompanhamento de medidas cautelares pelo batalhão.
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