A Grã-Bretanha planeja restringir o uso de redes sociais para menores de 16 anos, com a justificativa de proteger crianças de conteúdos nocivos, algoritmos viciantes e assédio. O anúncio foi feito pelo premiê Keir Starmer, que afirmou não abrir mão da segurança das crianças. A medida também prevê regras adicionais para jovens de 16 e 17 anos, com detalhes a serem divulgados no próximo mês.
Ziame Stewart, 15, já usa as plataformas para cantar, dançar e divulgar músicas. Ele afirma que, sem a redes, seria muito mais difícil promover o trabalho, vender ingressos e manter contato com fãs. O jovem planeja completar 16 anos antes da entrada em vigor das novas regras.
O governo cita casos de impactos negativos entre adolescentes, como exposição a conteúdos inadequados, bullying e risco de exploração. Pesquisas, segundo autoridades, embasaram a necessidade de frear o acesso de menores aos apps de redes sociais.
Entre os jovens, há visões divergentes sobre o banimento. Harry Sawtell, 16, influencer com mais de 100 mil seguidores, reconhece que redes podem ser cruéis, mas ressalta que a plataforma também ajuda adolescentes a se expressarem e se conectarem com comunidades afirmativas.
Miley Williams, 14, ganha cerca de 400 libras por mês com vídeos de dança, vídeos curtos e parcerias com marcas. Ela teme ficar sem trabalho se a proibição impedir que fãs abaixo de 16 a acompanhem, além de atrapalhar planos de universidade.
Além do debate sobre empregos, os jovens destacam a importância das redes para apoio emocional e visibilidade de identidades LGBTQI+. Alguns ressaltam que, com supervisão parental, é possível reduzir riscos e manter um canal de expressão.
O governo diz que a fiscalização envolverá plataformas, escolas e famílias para assegurar ambientes mais seguros. Fontes oficiais ressaltam que a mudança não impede a criatividade, mas busca equilíbrio entre liberdade e proteção.
A promessa é que as novas regras deem mais tempo e tranquilidade às crianças para crescer, com detalhes adicionais divulgados em breve. O tema divide opiniões entre quem apoia a proteção e quem teme impactos econômicos e criativos para jovens artistas.
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