A Segunda Turma do STF passou a analisar nesta terça-feira a prisão decretada por André Mendonça contra Felipe Cançado Vorcaro, primo, e Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Master. A medida ocorreu na sexta fase da Operação Compliance Zero, que apura fraude no banco Master.
A decisão teve início com Mendonça, relator, que autorizou a prisão em maio. A sessão começou de forma virtual em maio, foi paralisada por Gilmar Mendes e agora ocorrerá de modo presencial. A retirada de sigilo das investigações ocorreu logo após a indicação da sessão.
Há expectativa sobre o resultado, com Mendonça buscando manter a prisão. A votação deve contar com Luiz Fux a seu favor, enquanto Gilmar Mendes pode defender a prisão domiciliar para o pai de Vorcaro. Nunes Marques não teve definição divulgada até o momento.
Detalhes do caso
Relatórios de inteligência financeira do Coaf apontam movimentações de R$ 18,4 bilhões entre 2019 e 2026, com Felipe Vorcaro como beneficiário central. Indícios sugerem desvios na origem dos recursos por meio de mensagens.
O relatório também cita envolvimento de supostos pagamentos a um senador, Ciro Nogueira, com valores próximos a R$ 12 milhões na venda de empresa à família. Também aponta repasses mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil.
Henrique Vorcaro é apontado como operador financeiro central do núcleo conhecido como “A Turma”, usado para pressionar adversários. A PF encaminhou novo relatório que descreve pagamento a integrantes da rede e ações para silenciar testemunhas.
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