Ricardo Couto, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, permanece no cargo de governador em exercício após a renúncia de Cláudio Castro, em março. O STF confirmou a continuidade dele à frente do Executivo estadual, em decisão que privilegia a estabilidade institucional.
O desdobramento ocorreu no âmbito da crise de sucessão no Palácio Guanabara. À época da vacância, não havia vice-governador nem presidente da Alerj, o que elevou o papel de Couto como substituto interino, até que o STF sinalize o formato da eleição para o mandato-tampão.
A Corte analisa se a escolha do novo governador deverá ocorrer por voto direto da população ou por escolha indireta de deputados estaduais. O julgamento, suspenso por pedido de vista, mantém Couto na função até que haja decisão final sobre o formato das eleições.
Couto destacou nos próximos passos a necessidade de estabilidade administrativa. Ele mencionou metas para a gestão, incluindo medidas para reduzir a máquina pública e aumentar a eficiência do funcionamento estatal, sem revelar pretensões eleitorais.
Sobre a permanência no cargo, o desembargador indicou que a duração pode se estender além de dias e, hoje, a previsão aponta para 90 dias ou mais, dependendo do andamento do processo no STF.
Na condução da gestão, Couto sinalizou mudanças institucionais visando maior responsabilidade fiscal. O Rio de Janeiro enfrenta déficit estimado de aproximadamente R$ 19 bilhões para 2026, enquanto o governante em exercício projetou superávit de até R$ 5 bilhões.
Ao comentar a discussão sobre a linha sucessória, ele reforçou a necessidade de um modelo mais estável, discutindo o papel do Parlamento na ocupação de cargos do Executivo. O tema, segundo ele, transcende o âmbito estadual e envolve questões federais.
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