O julgamento no STF ocorreu em horários simultâneos, reunindo as duas turmas do tribunal para decisões distintas. Na Primeira Turma, o ministro Alexandre de Moraes votou pela condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no processo que envolve a tentativa de golpe; na Segunda Turma, André Mendonça defendeu a continuidade da prisão preventiva de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ligado ao caso Master.
Moraes atuou no plenário da Primeira Turma, defendendo a condenação, com penas elevadas para o ex-deputado. Já Mendonça, relator do caso da Segunda Turma, sustentou a manutenção da prisão preventiva sob o argumento de obstrução de justiça. Os julgamentos ocorreram no anexo do STF, em andares distintos.
O ministro Moraes, conhecido por seu papel nas investigações de fraudes ligadas ao Master, teve também menções a investigações envolvendo o operador do Banco Master, com análises que ressaltam o caráter de desvio de investigações. Em contrapartida, Mendonça tem adotado maior celeridade e rigidez em apurações relacionadas ao caso.
No caso do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o julgamento tratou da possível interferência de seu papel para influenciar tramitações processuais associadas aos eventos da tentativa de golpe. A decisão da Primeira Turma consolidou a condenação, em contraste com posicionamentos de outras lideranças políticas envolvidas.
Sobre o pai de Vorcaro, Mendonça descreveu o caso como uma possível “máfia organizada” e afirmou que o investigado estaria preso por obstrução de justiça, reforçando a tese de tentativa de influenciar investigações conduzidas pelo STF. O cenário expôs divergências entre Moraes e Mendonça sobre métodos investigativos e sua aplicação.
Pouco antes de encerrar o julgamento relacionado ao Banco Master, Mendonça liberou novos indícios coletados pelos investigadores contra o pai de Vorcaro. A exibição das provas ajudou a consolidar o entendimento da maioria dos ministros, sob o relator, de manter a rigidez das medidas cautelares. Gilmar Mendes foi o único a divergir em pontos específicos.
Em sessão paralela, Gilmar Mendes criticou aspectos da operação Lava Jato, especialmente a pressão por delação premiada. Mendonça, por sua vez, destacou que não se deve prender pessoas apenas para forçar acordos, mantendo o foco na regularidade do processo.
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