O Brasil afirma não estar em posição de fragilidade frente às novas ameaças digitais, segundo Danielle Ayres, diretora de segurança da informação do GSI. Ela comenta que o país acompanha o avanço de IA capaz de identificar vulnerabilidades, mas que a velocidade das mudanças exige atualização constante das defesas.
Ayres aponta que o principal desafio é acompanhar o ritmo tecnológico e manter a vigilância sobre vulnerabilidades. Em entrevista à Folha, na quarta-feira, ela reforça a necessidade de manter atenção permanente às inovações e aos seus impactos.
O tema ganhou destaque com a Anthropic, empresa que anunciou um modelo de IA considerado por alguns potencialmente arriscado. A notícia provocou debates globais sobre controle e transparência de sistemas avançados.
A Anthropic chegou a disponibilizar uma versão com restrições do Mythos, mas o governo dos EUA ordenou a suspensão do modelo. A empresa enfrenta ainda discussões sobre acesso a interfaces sensíveis em ambiente regulatório.
Para Ayres, o Brasil não tem acesso profundo ao Mythos nem conhecimento completo de seu funcionamento, o que dificulta a defesa contra possíveis exploits. Ela lembra que a defesa governamental se apoia em padrões de segurança já conhecidos.
A diretora reforça a importância de entender vulnerabilidades de IA e de compartilhar informações com o mundo para ampliar o debate sobre riscos e usos. Ela ainda ressalta a importância de ferramentas compatíveis com a língua e a cultura brasileiras.
Ayres destaca o esforço para ampliar a segurança de serviços públicos, como o Gov.br, considerado por ela um sistema exemplar. O trabalho envolve proteger a infraestrutura diante de mudanças rápidas no cenário tecnológico.
Por fim, a executiva defende o desenvolvimento de alternativas nacionais a métodos estrangeiros de IA. O objetivo é oferecer soluções alinhadas à realidade brasileira, sem buscar confronto com grandes produtores internacionais.
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