Ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou que o tratamento médico intenso e o uso de fortes medicamentos teriam provocado uma “confusão cognitiva” que levou a equipe de segurança a inutilizar uma arma apreendida. A justificativa foi apresentada para explicar o transporte irregular de uma pistola 9mm durante uma blitz.
A pistola estava sob a posse de um sargento do Exército ligado ao Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela proteção do ex-presidente. Segundo a defesa, o militar transportava o armamento para manutenção por apresentar falhas.
Na petição ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro, os advogados dizem que não houve intenção de burlar regras de segurança ou armazenamento e que o estado de saúde do ex-presidente comprometeu a percepção, gerando instrução confusa aos auxiliares.
Investigações em andamento
O episódio também é objeto de apuração pela Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga a legalidade do transporte do artefato. Em novembro do ano passado, Bolsonaro havia reconhecido certa paranoia ligada ao episódio da tornozeleira eletrônica.
Na ocasião, o ex-presidente explicou que a conduta foi influenciada pela interação de medicamentos fortes receitados por médicos distintos. A Justiça manteve a prisão preventiva dele, mesmo diante das justificativas.
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