Sem biodiversidade, não haverá condições mínimas para o desenvolvimento de qualquer tecnologia, afirma a deputada Sônia Guajajara (PSOL-SP). A ex-ministra participou do Web Summit Rio, no Riocentro, no Rio de Janeiro, em painel sobre biodiversidade e economia.
A dirigente sustenta que a exploração de terras raras e minerais estratégicos pode colocar territórios indígenas e soberania em risco. Ela defende diálogo com consulta prévia aos povos afetados e respeito aos modos de vida tradicionais.
Para Guajajara, o Brasil enfrenta pressão internacional para explorar minerais críticos, onde o país ocupa a segunda maior reserva, atrás da China. O argumento é evitar exportação de matéria-prima sem beneficiamento local.
Ela ressalta a necessidade de avaliar impactos socioambientais das novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, que demanda consumo de água, e aponta a proteção ambiental como condição de desenvolvimento tecnológico.
Desdobramentos
A deputada enfatiza que a conexão entre tecnologia e natureza deve orientar políticas públicas. A demarcação de terras indígenas é citada como garantia de direitos e preservação de recursos, frente a avanços tecnológicos.
Referente à política ambiental, Guajajara critica a falta de orçamento e prioridade para a gestão ambiental e territorial. Ela cobra incremento de recursos para o Ministério dos Povos Indígenas.
Ela aponta que muitos territórios ainda aguardam demarcação e que o calendário político dificulta avanços, principalmente por oposição no Congresso. O pleito é fortalecer mecanismos de proteção aos povos e aos recursos naturais.
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