Pouco depois do fim da cúpula do G7 na França, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, respondeu a uma fala de Donald Trump sobre as eleições brasileiras. Lula afirmou que Trump pode ter preferências, mas não pode interferir no processo eleitoral do Brasil.
Lula reforçou que as eleições brasileiras são responsabilidade do Brasil e pediu respeito mútuo entre os dois países. A resposta ocorreu na saída de uma coletiva, após questionamento sobre o comentário de Trump.
Trump havia dito que o Brasil é um país “um pouco perigoso politicamente” e citou a prisão de um familiar de Bolsonaro, o que gerou reação diplomática. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF a quatro anos de prisão, sem prisão imediata.
O ex-presidente norte-americano também mencionou que havia passado tempo com Lula e insinuou interesses em ações contra Bolsonaro Jr., gerando polêmica sobre motivações e desencadeando a resposta brasileira de que o Brasil não tolera interferência externa.
Antes das falas, Lula já havia criticado medidas dos EUA, como a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas. O governo brasileiro afirmou que negociações seguem em curso sem encontro bilateral marcado.
Segundo Lula, não houve pedido de reunião formal com Trump durante o G7, pois as negociações sobre tarifas e terrorismo estavam em andamento. O presidente afirmou que, se necessário, pode solicitar novo encontro para avançar as pautas em aberto.
A fala de Lula destacou a defesa da autonomia das eleições brasileiras e a rejeição a qualquer tentativa externa de influenciar o processo. O tom manteve o foco em diálogo e respeito entre as nações, sem comprometer o Brasil a acordos externos.
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