No programa Noblat de terça-feira, 16, o ministro André Mendonça voltou a comentar o inquérito envolvendo o clã Bolsonaro e o caso do “Sicário”. O tema central foi o endurecimento do cerco jurídico contra figuras associadas ao núcleo do ex-governo, além de evidências de bastidores que teriam peso político relevante.
A análise também trouxe dados da SARS do Supremo Tribunal Federal (STF): a maioria formada confirmou a condenação de Eduardo Bolsonaro por coação, em relação às investigações sobre a tentativa de golpe. A pauta reforça a pressão sobre o entorno de Jair Bolsonaro e o isolamento político do grupo.
Paralelamente, a nova pesquisa CNT/MDA sinalizou queda de apoio a Flávio Bolsonaro, com Lula mantendo vantagem próxima de 14 pontos no primeiro turno. O quadro é apresentado como indicativo de desgaste da estratégia da oposição na polarização atual.
Provas e sigilos
A reportagem também detalhou um relatório da Polícia Federal sobre o que ocorreu nos bastidores de Brasília. Segundo a PF, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, financiou um conjunto de favorecimentos a Ciro Nogueira, incluindo jantares, presentes de luxo, hospedagens e até pagamentos em dinheiro vivo, em troca de apoio político.
No contexto do caso Master, a Segunda Turma do STF manteve as prisões preventivas de familiares de Vorcaro. Mendonça afirmou que o sigilo de dados pode se estender à nuvem do Sicário, referindo-se ao iCloud ligado a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e avisou que o material ainda será acessado pela PF.
A fala do ministro sugeriu que o conteúdo criptografado poderá trazer informações de alto impacto para as investigações. Segundo ele, o plenário deverá ver o que ainda virá dos dados armazenados, incluindo fatos que não chegaram a ser revelados até o momento.
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