O policial civil de Minas Gerais indicou Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por fraude à execução, estelionato e lavagem de dinheiro. O indiciamento está ligado a um processo em que imóveis penhorados para quitar dívida com um escritório de advocacia foram usados para pagamento de outras dívidas, sem relação com a dívida original.
Os três imóveis em Arraial D’Ajuda foram avaliados em junho de 2024, por uma oficial de Justiça, em 38 milhões de reais. A penhora ocorreu para quitar uma dívida de honorários de 9,6 milhões, devida ao escritório Ferreira Pinto, Cordeiro, Santos e Maia Advogados Associados.
Detalhes do esquema
Segundo a Polícia Civil, os imóveis foram usados em uma escritura de dação em pagamento para quitar outras dívidas, sem vínculo com a obrigação inicial. Parte dos bens acabou sendo repassada a um fundo por 16 milhões de reais, mantendo a dívida original sem pagamento.
A investigação aponta uma complexa engenharia jurídica que permitiu ocultar patrimônio e dificultar o pagamento dos honorários milionários. O indiciamento foi encaminhado à Justiça em 2 de junho, para apreciação sobre eventual abertura de ação penal.
Defesa de Vorcaro
A defesa afirma que a investigação parte de uma acusação infundada e não guarda relação com o caso Master. Em nota, a defesa sustenta que a controvérsia envolve apenas a penhora de um imóvel já oferecido a outros credores, em acordo anterior de alienação fiduciária e dação em pagamento.
Nesta terça-feira, o STF manteve a prisão preventiva de Henrique Vorcaro, detido desde maio na Operação Compliance Zero. A decisão é anterior à análise processual sobre o indiciamento pela Polícia Civil.
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