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MPGO mira criminosos que atuavam em home office com Disk PCC

Lideranças do PCC atuavam em Goiás de forma remota, coordenando ações de dois núcleos via WhatsApp; operação resulta em prisões temporárias e buscas

MPGO mira criminosos que faziam “home office” e tinham “Disk PCC”
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O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Gaeco, deflagrou na terça-feira, 16/6, a Operação Convergência Nacional – Goiás 02 para desarticular a atuação da facção PCC em território goiano. A medida busca desmantelar lideranças que atuavam à distância, com apoio via WhatsApp.

As investigações tiveram origem na análise da Operação Sintonia Goiás, de 10/5/2023, que resultou na condenação de integrantes ligados à chamada Sintonia do Estado de Goiás. A partir do material apreendido, foram identificadas lideranças que atuavam em outros estados para coordenar atividades em Goiás.

Segundo apurações, a organização se estruturava em dois núcleos: Sintonia dos 14 e Sintonia Geral do Progresso. O primeiro seria a instância decisória, responsável por coordenar aliados em liberdade, aplicar punições e planejar ações contra rivais.

Já o segundo núcleo manteria a sustentação financeira, com atuação destacada no tráfico de drogas, especialmente cocaína, ainda conforme as investigações. Trocas de mensagens indicam que líderes paulistas prestavam apoio a criminosos goianos.

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia. A ação contou com apoio da Polícia Militar, da Polícia Penal de Goiás, do Gaeco e de forças de SP e MG.

O material apreendido será submetido a análise técnica, podendo embasar novas denúncias dentro do prazo legal. A operação segue sob condução do Gaeco do MPGO, como parte de uma iniciativa do GNCOC para enfrentar facções criminosas no país.

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