O pedágio free flow, cobrança eletrônica sem pórticos, tornou-se tema de embate político em diferentes estados. A ideia ganhou força em debates de pré-campanha e dividiu aliados e adversários entre governos estaduais, o Congresso e o governo federal.
Em São Paulo, oposição e governistas criticam a implementação do sistema nas rodovias. No Rio Grande do Sul, a cobrança virou CPI na Assembleia Legislativa, atingindo o governo de Eduardo Leite. Já no Paraná e no Rio de Janeiro, o tema também ganha espaço em redes sociais e pautas de campanha.
A CPI gaúcha aprovou relatório final que aponta falhas nos blocos de rodovias com free flow e problemas nos editais de concessão. O estado adiou leilões e reduziu tarifas, com novo leilão previsto para junho. Sessões e debates públicos acompanham o tema desde março.
A gestão federal, sob o governo Lula, suspendeu em abril multas por não pagamento do free flow, prática explorada em postagens oficiais. A medida é tema de comparação entre ataques de apoiadores de Haddad e defensores do modelo em SP, que mantém planos de expansão.
A comparação entre ações federais e estaduais alimenta a discussão. Em estados, críticos apontam planejamento inadequado, cobranças abusivas e impactos no dia a dia dos motoristas. Em contrapartida, a adoção federal do sistema já é realidade em várias rodovias.
Na prática, o modelo já opera em sete rodovias federais e em quatro estaduais de São Paulo, três no Rio Grande do Sul e uma em Minas Gerais. A ANTT também tem atuação relevante, inclusive em decisões envolvendo multas e atualização de regras.
No Sul, além da CPI, o leilão de rodovias no Vale do Taquari e no Norte gaúro foi adiado; em março houve redução de tarifa para as praças envolvidas, com novo concurso previsto para junho. Multas aplicadas sob o free flow renderam particular oposição política.
No Paraná, a oposição liderada pelo PT busca desgastar o governador Ratinho Júnior (PSD) e o pré-candidato Sandro Alex. O tema já aparece como eixo de campanha, com críticas à implementação do pedágio e à cobrança percentual.
No Rio de Janeiro, a discussão se desloca para o interior e para a extensão do modelo na BR-101. Deputados e pré-candidatos da região utilizam vídeos e ações de comunicação para apresentar o tema como plataforma eleitoral, com audiência pública realizada pela ANTT em Tanguá.
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