A Polícia Federal aponta que Daniel Vorcaro ordenou ações de intimidação contra uma funcionária da atriz Monique Alfradique. As informações constam de relatórios preliminares apresentados pelo ministro André Mendonça, do STF, na última terça (16/6).
Segundo os documentos, a ordem ocorreu em fevereiro de 2025, em conversa entre Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário. Mourão seria membro de um grupo identificado pela PF como A Turma, responsável por obter dados sigilosos de desafetos do ex-banqueiro.
Ainda conforme o material, Vorcaro encaminhou o nome e o telefone da funcionária, afirmando que a funcionária de Monique Alfradique estaria ameaçando-o e que era necessário agir. Mourão então teria enviado um arquivo com dados pessoais e uma foto da mulher.
A PF não detalha qual teriam sido as supostas ameaças da funcionária nem se houve providências após o envio das informações. O relatório também registra outros registros de pedidos de intimidação envolvendo terceiros, como um chefe de cozinha e o capitão de uma embarcação ligada ao ex-banqueiro.
A Turma e o papel de Mourão
As apurações indicam que A Turma atuava na obtenção ilegal de informações sigilosas para constranger, monitorar e ameaçar pessoas consideradas adversárias aos interesses do grupo. Mourão teria papel central na execução dessas atividades.
Ainda de acordo com a PF, Mourão era acionado por Vorcaro para levantar dados sobre alvos e cumprir demandas estratégicas do grupo investigado. A polícia afirma que Mourão coordenava as ações de monitoramento e de neutralização de situações sensíveis.
A reportagem tentou contato com as assessorias de Vorcaro e de Monique Alfradique, mas não obteve retorno até o fechamento. Não há confirmação oficial de desdobramentos públicos no momento.
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