O ex-deputado Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. A decisão ocorreu nesta terça-feira, 16, em Brasília.
A condenação envolve supostos contatos com autoridades e aliados dos EUA para pressionar o governo a adotar sanções contra ministros do STF, no contexto de uma trama golpista. A pena inclui multa de cerca de R$ 150 mil.
Com a decisão, Eduardo Bolsonaro fica inelegível por até oito anos e perde o cargo de escrivão da Polícia Federal, do qual está afastado. Ele já reside nos EUA desde fevereiro de 2025.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a condenação foi injusta e indicou apoio aos argumentos da defesa. Ele participou de evento em que anunciou investimentos na área de segurança pública.
Eduardo Bolsonaro reagiu por meio de nota, criticando o ministro Alexandre de Moraes e alegando violação do due process. O ex-parlamentar afirmou que deveria ter sido notificado por carta rogatória, argumento também usado pela DPU.
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