A nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, atingiu o senador Jaques Wagner (PT-BA) nesta quinta-feira (18/6) e envolve o banqueiro Augusto Ferreira Lima. A ação investiga suposto esquema de fraudes no Banco Master, com mandados cumpridos em várias regiões do país.
Wagner e Lima aparecem como alvo central de apurações sobre favorecimentos e benefícios econômicos, possivelmente ligados a pagamentos a terceiros. As investigações também envolvem a atuação parlamentar do senador e a participação de empresas associadas a seu núcleo familiar.
A operação envolveu 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nas cidades da Bahia, São Paulo e Distrito Federal. Além disso, houve medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaporte. Valores diversos foram apreendidos.
Repercussão e posicionamentos
Alcolumbre, presidente do Senado, manifestou apoio a Wagner e pediu respeito à presunção de inocência, destacando a necessidade de conclusão de eventual veredito pelo Judiciário. O senador também criticou a antecipação de culpas em investigações.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato da oposição, insinuou ligação entre o PT da Bahia e a operação, declarando que o PT local estaria envolvido no episódio e citando o Banco Master como núcleo do problema. O deputado também mencionou desdobramentos para o cenário político.
O PT, por meio de Edinho Silva, afirmou ter confiança em Wagner e reiterou apoio às investigações, destacando que crimes devem ser apurados e que Wagner esclarecerá os fatos. A defesa de Wagner não enviou posicionamento público imediato.
A PF detalhou que o caso envolve possíveis crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, com foco na suposta entrega de vantagens econômicas e em critérios de atuação parlamentar ligados ao Banco Master.
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