O empresário Augusto Ferreira Lima, ligado ao Banco Pleno, voltou a ser alvo de mandados de busca nesta quinta-feira (18), durante a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal. A ação ocorreu em São Paulo, com foco na sede do banco, localizado na Alameda Santos, nos Jardins. Lima é ex-sócio de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, preso em Brasília.
Segundo investigações, a PF também apura participação de Lima na atuação para facilitar a aquisição de carteiras do Banco Master pelo BRB, conforme conteúdo monitorado em aparelhos de Vorcaro. A defesa afirma que as diligências são desnecessárias e que Lima está à disposição das autoridades há meses para esclarecimentos. Alega ainda atuação dentro da lei e com observância de normas.
Lima tornou-se controlador do Banco Pleno em julho de 2025, após comprar a instituição com sede em São Paulo. O banco, que teve liquidação extrajudicial decretada em fevereiro deste ano pelo Banco Central, já enfrentava dificuldades financeiras antes da intervenção. A PF investiga o papel de Lima em operações envolvendo o Master e a rede Credcesta.
Contexto e investigações
De acordo com registros da PF, as apurações apontam que Lima atuou para ampliar a rede Credcesta, cartão de benefícios para servidores, que ganhou operação nacional em parceria com o Banco Master. A ampliação do crédito consignado elevou o potencial de cartões vinculados a aposentados e pensionistas, conforme documento encaminhado à CPMI do INSS.
Liquidação do Banco Pleno
O BC descreveu que o conglomerado tinha participação muito pequena no sistema financeiro, respondendo por cerca de 0,04% dos ativos nacionais até setembro do ano passado. A liquidação ocorreu por agravamento da situação de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.
O BC afirmou que continuará apurando responsabilidades, com possibilidade de sanções administrativas e encaminhamentos a outras autoridades. Com a liquidação, os bens dos controladores ficam indisponíveis e o ente deixa de integrar o sistema financeiro.
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