O que aconteceu: a Polícia Federal aponta que ingressos para um show internacional foram usados para beneficiar Jaques Wagner, senador do PT da Bahia, por meio de uma empresa envolvida em fraude corporativa. A operação é parte da 9ª fase da Compliance Zero.
Quem está envolvido: o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, Augusto Lima, é apontado como responsável pela compra dos ingressos. A Reag Investimentos aparece como intermediária na aquisição para familiares do senador Jaques Wagner. A investigação cita também o Master e a família do senador.
Quando e onde: a aquisição dos ingressos ocorreu em novembro de 2023, com show realizado em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 25 de novembro de 2023. A PF afirma que o valor pago foi de cerca de R$ 63,339.
Por quê: a PF investiga suposto recebimento de propina para atuação de Wagner em benefício do Banco Master no Congresso, além de possíveis vantagens envolvendo aeronaves particulares e outros bens ligados ao senador.
Operação Compliance Zero
A 9ª fase apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo Jaques Wagner. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados e no Distrito Federal. Também houve suspensão de passaportes e proibições de contato entre investigados.
Avanços da apuração
A decisão judicial inclui diálogos entre Wagner e Lima de 23 de novembro de 2023, sobre ingressos de camarote. Segundo a PF, o parlamentar pediu ampliação do número de bilhetes para cinco, com respostas do empresário. A autoridade também aponta uso de aeronaves particulares ligadas ao grupo de Lima em viagens do senador.
Outros fatos citados
A PF relaciona Wagner a recebimentos de imóveis e pagamentos por meio de empresas familiares, entre eles um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões em Salvador. As informações constam na decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou a operação.
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