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Banqueiro pagou ingresso de show para Jaques Wagner via REAG, diz PF

PF aponta compra de ingressos para show internacional, avaliados em R$ 63,3 mil, via Reag, como suposta vantagem a Jaques Wagner, na 9ª fase da Compliance Zero

Senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Pedro França/Agência Senado
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O que aconteceu: a Polícia Federal aponta que ingressos para um show internacional foram usados para beneficiar Jaques Wagner, senador do PT da Bahia, por meio de uma empresa envolvida em fraude corporativa. A operação é parte da 9ª fase da Compliance Zero.

Quem está envolvido: o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, Augusto Lima, é apontado como responsável pela compra dos ingressos. A Reag Investimentos aparece como intermediária na aquisição para familiares do senador Jaques Wagner. A investigação cita também o Master e a família do senador.

Quando e onde: a aquisição dos ingressos ocorreu em novembro de 2023, com show realizado em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 25 de novembro de 2023. A PF afirma que o valor pago foi de cerca de R$ 63,339.

Por quê: a PF investiga suposto recebimento de propina para atuação de Wagner em benefício do Banco Master no Congresso, além de possíveis vantagens envolvendo aeronaves particulares e outros bens ligados ao senador.

Operação Compliance Zero

A 9ª fase apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo Jaques Wagner. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados e no Distrito Federal. Também houve suspensão de passaportes e proibições de contato entre investigados.

Avanços da apuração

A decisão judicial inclui diálogos entre Wagner e Lima de 23 de novembro de 2023, sobre ingressos de camarote. Segundo a PF, o parlamentar pediu ampliação do número de bilhetes para cinco, com respostas do empresário. A autoridade também aponta uso de aeronaves particulares ligadas ao grupo de Lima em viagens do senador.

Outros fatos citados

A PF relaciona Wagner a recebimentos de imóveis e pagamentos por meio de empresas familiares, entre eles um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões em Salvador. As informações constam na decisão do ministro do STF André Mendonça, que autorizou a operação.

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