O Centro Presidencial Obama, em Chicago, será inaugurado oficialmente neste mês e funciona como um complexo multifuncional que mescla biblioteca, museu e espaço cultural. O projeto, orçado em US$ 850 milhões e financiado por recursos privados, inclui áreas de convivência, esportes e educação.
Além das estruturas tradicionais, a proposta valoriza a arte contemporânea como eixo central. Encomendadas a 30 artistas, as obras tinham como objetivo conectar a comunidade do South Side à narrativa da presidência de Barack Obama e de Michelle Obama.
O conjunto fica no Jackson Park, na cidade de Chicago, e foi idealizado pelo escritório Tod Williams and Billie Tsien Architects. A proposta privilegia participação pública, educação e uma visão de futuro para a comunidade local, segundo os idealizadores.
A proposta artística
Entre as obras em exibição está uma peça de Alma Thomas, cuja pintura Resurrection de 1966 integra a coleção de destaque no campus. Também fazem parte projetos de Kehinde Wiley e Amy Sherald, retratando figuras públicas associadas ao período Obama.
O museu inclui a Sky Room com uma instalação de Idris Khan, na qual palavras do discurso de Obama no 50º aniversário do Domingo Sangrento aparecem em cascata. No Women’s Garden, há uma estátua de bronze de Alison Saar inspirada na Estátua da Liberdade.
A Sala de Leitura Principal abriga um mural de 21 metros de Aliza Nisenbaum, que homenageia escritores como James Baldwin, Toni Morrison e Walt Whitman. A curadoria enfatiza temas de origem, identidade e futuro comunitário.
Para a diretoria, a arte não é apenas decoração, mas parte de uma visão cultural para Chicago. O próprio Obama passou a mensagem de que o centro deve funcionar como instituição cultural relevante para a região.
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