O ministro da Fazenda, Dario Durigan, saiu em defesa do senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, após a Deflagração da operação Compliance pela Polícia Federal. Wagner é um dos alvos da nova fase, anunciada nesta quinta-feira (18.jun.2026). Durigan afirmou que o senador terá oportunidade de se explicar perante a Justiça.
Durigan disse confiar em Wagner e destacou que ele poderá esclarecer os fatos. Em entrevista ao Metrópoles, o ministro ressaltou que a defesa cabe aos órgãos competentes e que a Justiça é o fórum adequado para o esclarecimento das informações.
Segundo o ministro, a operação envolve irregularidades associadas ao Banco Master, com origem no período de expansão entre 2019 e 2024. Durigan classificou o caso como um dos maiores escândalos recentes do sistema financeiro e apontou necessidades de reforçar a supervisão, não apenas do Banco Central, mas de toda a fiscalização.
Durigan afirmou que o governo adotou medidas para evitar uso de recursos públicos em benefício do banco. Citou a oposição a propostas no Congresso que ampliariam o limite do FGC e que poderiam favorecer o Master. A Fazenda sustenta que atuou para impedir prejuízos fiscais.
O ministro enfatizou que está tranquilo quanto à atuação da Fazenda e reiterou a expectativa de que as explicações venham à tona na Justiça. A entrevista ocorreu após Durigan intensificar conversas com integrantes do STF sobre propostas com impacto nas contas públicas.
Contexto da operação
O Ministério da Fazenda reforçou que a defesa de responsabilidade fiscal continua entre as prioridades da equipe econômica. A PF deflagrou a nova fase da Compliance para apurar supostas irregularidades ligadas ao Banco Master, com Wagner entre os investigados.
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