Dario Durigan, ministro da Fazenda, concedeu entrevista ao Metrópoles nesta quinta-feira, 18/6, sobre o combate ao crime organizado e a possível atuação dos EUA no Brasil. Ele afirmou que são os policiais brasileiros que precisam enfrentar o crime que ocorre no país. A fala ocorreu no contexto de tensões entre Brasil e EUA sobre a classificação de facções criminosas.
Durigan destacou que informações sobre criminalidade devem passar por canais brasileiros, como o Ministério da Justiça, a Polícia Federal ou o Ministério Público, para que as instituições atuem no país. O enfoque foi a responsabilidade das forças de segurança brasileiras no enfrentamento do crime organizado.
O ministro também comentou acusações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o possível apoio americano a intervenções no Brasil, em meio à classificação de facções brasileiras como terroristas. Durigan disse que não concorda com a ideia de interferência externa e enfatizou que o equilíbrio político interno deve ser definido por brasileiros.
Contexto internacional
Trump havia comentado, na quarta-feira, 17/6, sobre a classificação de Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas, provocando reação da diplomacia brasileira. O governo de Lula chamou a medida de unilateral e não negociada, citando impactos potenciais ao funcionamento de mecanismos como o Pix.
Durigan avaliou que o país não vive um clima de perigo, e afirmou que dúvidas têm sido criadas por setores da esfera política brasileira, sem identificar fatores externos. Ao comentar a hipótese de intervenção, o ministro reforçou que não recebe bem declarações de influência externa no processo eleitoral.
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