O Banco Central vetoou, em 4 de setembro de 2025, a aquisição do Banco Master pelo BRB, citando riscos envolvendo os ativos da instituição. A decisão ocorreu um dia após a instituição financeira anunciar o impedimento formal da operação, que era alvo de negociação bilionária.
A partir das mensagens entre Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner, e Augusto Ferreira Lima, surgiu a discussão sobre dificuldades financeiras associadas ao empreendimento. Nas comunicações, Eduardo relatou que teria boletos a pagar, considerados altos, e Augusto descreveu o cenário como crítico.
Segundo a investigação, a BN Financeira Ltda., ligada a Eduardo, recebeu recursos da PKL One e teve as atividades suspensas. Eduardo geria a empresa, que aparece como figura central na relação entre o senador, os operadores financeiros e as operações ligadas ao Master.
Investigações e envolvidos
A PF identifica Augusto Lima como gestor do Banco Master e principal interlocutor privado de Jaques Wagner. O relatório aponta que Lima coordenou recursos e operações para viabilizar a compra, bem como para a gestão de ativos, incluindo propostas de uso de aeronaves. As apurações registram repasses para a BN Financeira e a tentativa de substituição de notas fiscais vinculadas à operação.
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