O diretor geral da Fundação FHC, Sergio Fausto, afirmou que a participação de Fernando Henrique Cardoso (FHC) nas eleições de 2022, ao apoiar Luiz Inácio Lula da Silva, incomodou setores da direita. A declaração foi dada em entrevista ao Poder360, em referência ao aniversário de 95 anos de FHC, celebrado nesta quinta-feira (18.jun.2026).
Fausto explicou que, segundo ele, FHC reconheceu a importância de evitar a reeleição de Jair Bolsonaro, reforçando o apoio a Lula. Segundo o diretor, há uma percepção de que parte da centro-direita mantém uma postura ambígua em relação ao PT, o que compromete alianças com o bolsonarismo.
O dirigente da Fundação FHC mencionou ainda que parte da centro-direita liberal reconhece a relevância de temas como estabilidade econômica e liberalização da economia. A avaliação é de que o legado de FHC permanece com respeito, mesmo após 24 anos fora do poder, segundo Fausto.
Ao falar sobre a esquerda, Fausto afirmou que a experiência do período anterior a Bolsonaro mostrou que o PSDB era composto por democratas e progressistas. O diretor argumenta que o tempo tem servido para a reavaliação de conceptos entre diferentes espectros políticos.
Fausto ainda afirmou que não vê continuação do legado de FHC em eventuais pré-candidaturas de nomes como Aécio Neves, do PSDB. Segundo ele, o PSDB atual não é o mesmo partido do passado em que atuou.
Fernando Henrique Cardoso é figura central da Nova República, foi presidente entre 1995 e 2002 e cofundou o PSDB. Além de sociólogo, é reconhecido por participação na criação do Plano Real. Cardoso vive com Alzheimer e não atua na vida pública atualmente.
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