O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lança nesta quinta-feira, em São Paulo, um plano de segurança pública. A proposta foca no combate ao crime organizado e na classificação de facções como terroristas, conforme estratégia da campanha.
A ação ocorre em meio à crise de pesquisas e busca atrair dois públicos: eleitores independentes e a base bolsonarista. A responsabilidade pela iniciativa está ligada ao núcleo da pré-campanha, que pretende fortalecer o tema de segurança.
O anúncio é visto como continuidade de ações anteriores, incluindo um esforço feito em maio para classificar PCC e CV como organizações terroristas junto ao governo dos EUA. A conclusão desse processo passou a ser explorada por aliados.
Plano de segurança
Em vídeo produzido com inteligência artificial, Flávio aparece em cenário de guerra, simulando confronto contra as siglas das facções. A peça promete apresentar medidas contra o crime organizado ainda nesta semana, segundo pessoas próximas ao senador.
Partes da oposição interna veem o lançamento como ajuste de tom para ampliar o alcance, mantendo elementos do bolsonarismo. Aliados próximos ao núcleo mais radical defendem manter a linha dura e as referências ao movimento do pai, Jair Bolsonaro.
Estratégias de campanha
Quem atua pela ala moderada da campanha afirma que o eleitorado independente é decisivo para a vitória. O objetivo é ampliar votos sem abandonar a base fiel, combinando temas sociais com endurecimento policial. Relatos internos apontam disputa de perfis na comunicação.
O ciclo recente trouxe declarações de Flávio sobre temas como Bolsa Família e isenção do IR para rendas até 5 mil. Em evento recente, ele criticou a relação entre governo anterior e a imprensa, sinalizando curva de tom menos linear e mais pragmática.
Mudanças na comunicação
A campanha passou a contar com a atuação de Eduardo Fischer, contratado há cerca de duas semanas para orientar a comunicação. Fischer substitui, parcialmente, estratégias anteriores mais descontraídas, mantendo a linha de comunicar firmeza no tema segurança.
A mudança ocorre em meio a ajustes internos sobre como equilibrar discursos durões e mensagens que possam atrair independentes. Rogério Marinho, coordenador, afirma que diferentes visões coexistem e que o objetivo comum é manter a base conservadora com abertura para novos eleitores.
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