Glauber Braga voltou à Câmara dos Deputados após suspensão decidida pelo plenário em dezembro de 2025. O deputado do PSOL-RJ reassumiu o mandato nesta terça-feira 16 de junho e já protocolou seu primeiro projeto de 2026. O foco é revogar a lei que criou o Programa Nacional de Desestatização.
O parlamentar apresentou um Projeto de Lei que visa derrubar o PND, mecanismo que permite, por meio de decretos presidenciais, a venda de ativos da União, incluindo empresas estatais. A iniciativa ocorre em meio a críticas sobre a soberania econômica e o papel do Estado.
Braga justificou o PL afirmando que o programa, criado na década de 1990, prejudicou a capacidade de o Estado interferir em setores estratégicos e pode beneficiar o capital internacional, com parte dos lucros indo para o exterior.
O retorno ocorreu após a Câmara decidir pela suspensão de seu mandato, mantendo seus direitos políticos. A deliberação foi tomada no plenário em dezembro de 2025, em resposta a incidente com militante que o provocou.
Em 2024, Braga foi acusado de decoro ao expulsar, com chute, o militante Gabriel Costenaro, do Movimento Brasil Livre, no interior da Câmara. O dep. alegou que Costenaro ofendera sua mãe, já falecida.
No âmbito interno, o deputado também foi tema de uma greve de fome de oito dias em 2025, em uma das comissões, alegando perseguição política e articulação do então presidente da Câmara, Arthur Lira, contra ele.
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