O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), adiou parte do calendário público para a terça-feira, 18, após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que mira aliados próximos. A ação ocorreu principalmente em Salvador e cidades da Bahia, incluindo Ubatã, onde Jerônimo cumpria agenda de governo no momento.
A PF investiga supostas propinas envolvendo Jaques Wagner (PT), senador e ex-governador do estado, e o Banco Master. Wagner é apontado como líder do governo no Senado e figura central na apuração, que também envolve empresas e pessoas ligadas ao banqueiro Vorcaro e à Reag Investimentos.
O anúncio de Jerônimo sobre o adiantamento de 40% dos salários dos servidores públicos foi visto pela oposição e pela imprensa como resposta rápida à crise institucional. A medida visa permitir que servidores curtam o Dia de São João com tranquilidade, segundo o governador.
Novos desdobramentos ligados ao Master e a membros da gestão
Eduardo Mendonça Sodré Martins, secretário de Meio Ambiente da Bahia e enteado de Jaques Wagner, também é alvo da PF. A polícia aponta cobrança de propina do banqueiro Augusto Lima, ex-CEO do Master, por meio da BN Financeira, gestora associada ao núcleo investigado.
Além disso, a investigação envolve a Reag Investimentos, ligada a operações de lavagem de dinheiro para o Master. O fundador João Carlos Mansur também é apurado em relação a compras superfaturadas de respiradores durante a pandemia de Covid-19, em 2020,ณะ com autoração pelo ex-governador Rui Costa.
Entre na conversa da comunidade