O Instituto Terra Firme, presidido por Flávia Peres, ex-ministra da Secretaria de Governo do governo Bolsonaro, foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero. A ação foi autorizada pelo STF nesta quinta-feira (18). A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da instituição, localizada em Salvador. A investigação envolve o núcleo ligado a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que já teve prisão preventiva decretada na primeira fase da operação.
Segundo a decisão do ministro André Mendonça, o Terra Firme aparece como empresa vinculada ao núcleo de Augusto Lima, atualmente casado com Flávia Peres. A PF investiga possíveis fluxos de presentes de alto valor entre núcleos investigados, apontando comunicação de uma secretária da instituição com destinatários ligados à política.
Conexões e desdobramentos
A autoridade aponta que uma secretária do Terra Firme teria enviado fotografias de embalagens de empório contendo bilhetes manuscritos destinados a Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e a Guilherme Sodré, pai do enteado de Wagner. A avaliação é de que tal envio indica trânsito de itens de alto valor entre os núcleos investigados.
A investigação também cita vínculo profissional entre o Terra Firme e Andréa Lima Novaes, diretora da PKL One Participações S.A e prima de Augusto Lima. Segundo os autos, Andréa estaria em estruturas empresariais de Augusto Lima, sugerindo possível uso de pessoa de confiança para gestão formal de ativos controlados por terceiros.
O magistrado ressalta que a relação de Andréa com o instituto reforça a necessidade de documentos e registros que esclareçam o papel da pessoa jurídica no conjunto de relações empresariais, financeiras e operacionais ligadas a Augusto Lima. A CNN solicitou posicionamento do Instituto Terra Firme e aguarda retorno.
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