Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Junho Violeta: agenda permanente para a Justiça

CNJ avança com política judiciária de proteção à pessoa idosa, promovendo acesso à justiça, integração institucional e combate à violência aging.

Noemia Porto,Juíza do Trabalho e Conselheira do CNJ - (crédito: Divulgação)
0:00
Carregando...
0:00

O Junho Violeta entra na pauta da Justiça como agenda permanente para enfrentar a violência contra a pessoa idosa. A iniciativa destaca a necessidade de políticas públicas, coordenação institucional e atuação contínua do Judiciário para proteger esse grupo. O tema ganhou relevância a partir de uma audiência pública realizada em junho de 2026.

A conversa na Câmara dos Deputados ressaltou que leis e políticas são indispensáveis, mas só funcionam quando chegam a quem precisa. A garantia de direitos depende da atuação articulada entre Justiça, assistência social, saúde, segurança pública, conselhos de direitos e sociedade civil.

O CNJ tem consolidado uma política judiciária voltada às pessoas idosas, sem substituir outras políticas públicas, mas assegurando acesso à justiça e prevenção de revitimizações. O foco é melhorar o atendimento, a escuta qualificada e a qualidade da prestação jurisdicional para uma população cada vez mais longeva.

Essa atuação ganhou impulso com a Resolução CNJ 520/2023, que instituiu a Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e Interseccionalidades. A norma reconhece direitos da pessoa idosa como tema de direitos humanos e qualidade da justiça.

Além da orientação aos tribunais, a política incentiva formação de magistrados e servidores, fortalecimento de redes de proteção e melhoria no tratamento de denúncias. Também aumenta o uso de dados confiáveis e o monitoramento de processos envolvendo idosos.

Iniciativas como o Comitê Nacional sobre Pessoas Idosas, o Selo Tribunal Amigo da Pessoa Idosa e a inclusão da política no Prêmio CNJ de Qualidade 2026 integram a estratégia. Essas ações visam tornar a agenda uma prática institucional permanente.

O envelhecimento da população é uma realidade presente, não um desafio futuro. Por isso, o Judiciário deve reduzir barreiras de acesso, enfrentar o etarismo, qualificar o atendimento e transformar prioridade legal em resultados práticos. O Junho Violeta reforça essa continuidade.

Juiz do Trabalho e Conselheiro do CNJ

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais