A Justiça decidiu seguir com a denúncia contra a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, negando o Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) antes de ela se tornar ré. A decisão ocorreu na 3ª Vara de Presidente Venceslau, após avaliação do Ministério Público. A denúncia envolve lavagem de capitais e organização criminosa ligada ao PCC.
O MP explicou que a soma das penas mínimas dos crimes supera o limite de quatro anos e que não houve confissão formal dos denunciados. Além disso, a gravidade das condutas, associadas ao uso da operação para expandir lavagem de ativos, pesou na recusa do acordo.
O órgão ainda apontou que a atuação estaria conectada à cúpula do PCC, com planos de levar operações de lavagem para Dubai. A denúncia aponta a Transportadora Lado a Lado como instrumento de ocultação de recursos desviados.
Acusação e provas
A investigação, iniciada em 2019 após apreensão de manuscritos no presídio de Presidente Venceslau, apontou a transportadora como veículo para branqueamento. Deolane seria receptora de repasses fracionados, segundo os autos.
Relatórios do LAB-LD indicam movimentação de cerca de R$ 27 milhões por Deolane, em valores incompatíveis com a renda declarada. A defesa sustenta que não há relação com atividades ilícitas e que os rendimentos têm origem lícita.
Defesa e próximos passos
A defesa de Deolane Bezerra informou que a denúncia é apenas o começo do processo, sem implicar culpa. Os advogados sustentam a inocência e prometem apresentar provas para esclarecer os fatos. O caso continua em tramitação.
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