O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Minas Gerais nesta sexta-feira, 19. Em Divinópolis, participa da entrega de um hospital e da conversão do Hospital Luxemburgo em unidade 100% SUS, com foco em ampliar atendimento público. A viagem também visa dialogar sobre palanque para sua reeleição no estado.
Segundo a organização, o governo defende candidatura própria do PT em Minas, após a desistência do senador Rodrigo Pacheco do PSB. O partido avalia nomes para disputa estadual, sem deixar de considerar apoio a chapa de outra legenda. Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal, surge entre cotados.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, afirmou que o partido dialoga com várias lideranças, incluindo o MDB. Ele descartou apoio ao ex-prefeito Kalil, do PSD. No radar interno, há discussão sobre manter apoio a candidatura do PSB com Jarbas Soares Júnior ou Josué Gomes da Silva, além de possibilidades com outras siglas.
Cenário político em Minas
A ideia interna inclui Sandra Goulart, ex-reitora da UFMG, como alternativa de candidata. A expectativa é definir, nas próximas semanas, o formato da federação de alianças que sustentaria a chapa.
Pela manhã, Lula participa da assinatura de investimentos do Novo PAC na DNIT, com o ministro Alexandre Silveira. Serão R$ 1,6 bilhão para revitalização de bacias de Furnas e do Rio São Francisco, beneficiando 140 municípios.
Logo em seguida, o Hospital Luxemburgo, da Rede Mário Penna, em Belo Horizonte, é transformado em unidade 100% SUS. O evento terá a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e mostrará equipamentos de radioterapia.
À tarde, Lula participa da inauguração do Hospital Universitário da UFSJ, em Divinópolis, com as presenças dos ministros Padilha e Barchini. A unidade atende média e alta complexidade e integra a Rede HU Brasil, com gestão de 20 anos pela rede pública.
O hospital da UFSJ recebeu doação da Universidade Federal de São João del-Rei e tem orçamento de custos próximo a R$ 341 milhões anuais. O atendimento será integralmente pelo SUS, com 198 leitos ao fim do processo de implantação.
O governador de Minas, Mateus Simões (PSD), não comparece aos atos, pois cumpre agenda em Governador Valadares. O governante é aliado de Romeu Zema e figura como opositor a Lula.
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