O Ministério da Justiça informou que a nona fase da Operação Complice Zero mira agora políticos aliados ao presidente Lula, com foco no PT da Bahia. O principal alvo é Jaques Wagner, líder do governo no Senado, investigado por supostos vínculos com o Banco Master e esquema envolvendo o partido.
A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Wagner, ao empresário Augusto Lima e a outros executivos. As ações ocorrem na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, sob decisão do Supremo. Não houve monitoramento eletrônico de imediato.
Segundo as investigações, a PF analisa possíveis crimes de corrupção, ativa e lavagem de dinheiro relacionados a operações com o Master e o PT na Bahia. A divulgação não confirma culpabilidade, apenas aponta indícios para apuração.
Envolvidos e desdobramentos
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro aparece como figura central em ligações entre o Master e negócios no estado, conforme apurado até o momento. Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, foi proprietário da rede Cesta do Povo e atuou em crédito consignado ligado ao Master.
Lima chegou a ser preso na primeira fase da operação, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo TRF-1. A PF continua investigando participação dele na venda do Master ao BRB e em outras movimentações financeiras associadas ao caso.
Contexto político e informações adicionais
O escopo da investigação já envolve fases anteriores que miraram outros políticos, incluindo Ciro Nogueira. Em Porto Rico, o jornal O Globo confirmou acordos entre grupos do PT e de ACM Neto para evitar impactos eleitorais.
O Terra apurou que Wagner ainda não se manifestou oficialmente sobre a nova etapa da operação. A assessoria do senador informou que aguarda retorno sobre o pedido de posicionamento. As autoridades não divulgaram novos detalhes de provas.
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