O Credcesta, programa do governo da Bahia, aparece como elo entre Jaques Wagner e Augusto Lima, alvo da nona fase da Operação da PF deflagrada nesta quinta-feira (18). A relação entre o PT baiano e Lima remonta ao período em que Rui Costa era governador (2015-2023).
Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, ficou conhecido pela operação envolvendo o cartão de crédito consignado para servidores e aposentados. A rede ligada ao cartão foi ampliada no Brasil em parceria com o Banco Master, de Vorcaro.
Após a liquidação do Master, a operação seguiu para o Banco Pleno, que também foi liquidado em 18 de fevereiro. O Credcesta envolve muitos usuários e, segundo registros, tem ações no TJBA com reclamações de juros abusivos e fraudes.
Implicados e desdobramentos
Augusto Lima foi responsável pela aquisição da Ebal, empresa baiana de alimentos que, na época, possuía a rede de supermercados Cesta do Povo. A privatização integrada ao crime, conforme apuração, envolve ainda o vínculo com o programa social ligado ao governo estadual.
Jaques Wagner é mencionado em conexões com o período em que Rui Costa liderava o estado, mas as investigações continuam para esclarecer os papéis de cada um. A PF não confirmou, até o momento, os detalhes que sustentam as acusações contra os envolvidos.
Contexto jurídico e impactos
O Credcesta acumula processos no TJBA, envolvendo disputas sobre descontos na folha de pagamento e alegações de fraude. Servidores afirmam não ter contratado empréstimos, mas teriam descontos efetuados. As autoridades analisam documentos e depoimentos para corroborar as denúncias.
Entre na conversa da comunidade